terça-feira, 6 de março de 2012

Não é de vertigem.

No passado o futuro era minha obra

Meu presente corria em velocidade de dobra

E logo logo eu seria feliz


Mas a estrada reta foi virando curva

A visão clara ficando turva

E a cor do amanhã virou cicatriz


E finalmente entendi a verdade

Que toda a beleza daquela pintura

Era um sintoma de minha candura

E escoava nas rugas de minha idade


Então passei a fruir o amargo

E percebi que todo e qualquer embargo

Era meu construto pueril


E por mais que pareça ignóbil

Meu whisky não me causa vertigem

Só me deixa mais sóbrio

3 comentários:

Estephane Santiago • disse...

E é quando tudo está perdido, quando nada faz sentido que enxergará uma luz, alguém que lhe guiará para uma solução ou saída" Discrição clichê de filmes, ou finais felizes de contos de fada; ou sonho que todos desejam realizar, mas para poucos isso vem a ser verdade, só que diferente da ficção que terminam assim na realidade, as histórias começam assim e terminam com finais não tão agradáveis, ou muitas vezes as histórias nem terminam, essa luz, esse momento do inicio, ou do reencontro é tão forte, é tão bom que julgamos por valer a pena toda a dor que vem em seguida, fazendo o caminho inverso aos contos de fada ou filmes, acreditamos ou preferimos nos enganar que acreditamos que voltaremos a sentir aquela paz novamente que buscamos sofrer, gostamos de sofrer alimentados pelas boas lembranças e pela esperança de voltar a sentir tudo aquilo do inicio novamente...

Estephane Santiago disse...

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Estephane Santiago disse...

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