segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Insípido sentido

É comum ouvir os homens falarem em “vazio existêncial”. Os filósofos dizem que desde que o homem percebe-se como ser ele sente essa sensação de incompletude. Esse sentimento é base para grandes debates e até criação de correntes filosóficas e alguns psicólogos dizem que é a consequência da separação do nosso ser à nossa mãe. Essa incompletude também é a fonte para
diversas religiões, e até o mestre Schopenhauer já tentou explica-la.

Ao meu ver esse vazio, na verdade, nasce a partir do instante em que o ser humano se define como “Eu”, pois nesse momento ele separa a si mesmo do resto do universo iniciando, assim, a fonte principal de suas dores e provavelmente a causa de todos os seus complexos e manias. No instante da divisão acontece o primeiro dualismo: O Eu e os outros.

O instinto de sobrevivência leva qualquer ser á manutenção de sua existência, esse fator somado à inteligência humana gera curiosidade e busca por respostas. Sendo assim, a partir do momento que “Eu” me vejo como unidade além de tudo, surge uma necessidade de justificar o meu ser e essa é a fonte do vazio: A BUSCA PELO SENTIDO DE SER.

Se além de tudo “Eu” sou, então é necessário que haja algum sentido, pois tudo só é porque está além de “mim”, logo o que me falta é o sentido do meu ser. A busca por esse sentido é aquilo que leva os homens a amar, odiar, desejar e etc... e a frustração dessa busca é aquilo que os-leva a sofrer, pois a busca começa pela premissa básica de que “o sentido existe, basta encontra-lo.”

E se não existir nenhum porquê?

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