quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Onde os fortes não têm vez.

Eu sempre duvidei desse atributo chamado humildade, que apesar de ovacionado me parece um vício, pois é um doce perfume para inaptidão. Em sentido contrário, sempre vi a soberba como uma virtude, pois quando não afirma o bom, contrasta o mau.

Apesar de tudo não é difícil entender o motivo da inversão valorativa vigente, já que o raciocínio disposto acima está centrado no indivíduo e não na coletividade, pois para esta é interessante que o forte equipare-se aos outros, criando assim uma “sadia” ilusão de grandeza mútua e afastando a ira da miríade de fracassados.

Talvez esse seja o verdadeiro valor da humildade: Evitar que as cobras invejem as águias e tentem baixar os céus. (Em homenagem a Osman)

7 comentários:

Karhtasis disse...

E ai max,
pois é rpz, esta questão que figura o problema do dilema das forças psicologicas (talvez psicomorficas) perante a auto-imagem de si, ou seja, a ideia da formação de uma identidade enquanto referencial constituinte do limites, ainda me da um nó nas idéias. Quer dizer, já que falar de um meio termo não diz nem resolve nada, não encontro nada que sustente o servo (o humilde) sem ser uma agressão para quem é e para quem vê, no geral uma ilusão, mas também desconfio do pavão (o soberbo) com suas penas arqueadas, este não é na maioria um mascarado um maquiado, não acaba sendo o funcionario impar de todos os desejos latentes que expremem-se nas entrelinhas em todo discurso humilde?! Estão os fortes, sem duvida, melhor guardados de si mesmos e em nossos olhos de perscrutadores da verdade. Afinal, saber que se pode mais e poder mais sempre vai ser o melhor remedio do homem, mesmo que seja amargo e doce ou funcional e inventivo, para bem e para mal, diferentemente, para uns e para outros.

Thiago Annderson (ou shang ^^)

Karhtasis disse...

Ah, quando terminei o comenterio anterior lembrei de um termo que Nietzsche utiliza e define bem o que você quiz dizer:

A Ilusão de ótica moral.

Thiago de Paula disse...

A questão não é ser forte ou fraco, menor ou maior, melhor ou pior, ao meu ver o "humilde" é aquele que não enxerga estas classificações. Não é querer se igualar ou igualar a si, é não ver medidas, ou não considerá-las.
O servo NÂO É humilde, não necessariamente. A humildade nada tem a ver com servidão, devoção, adoração ou qualquer outra coisa do tipo. Isto é um PRÉ-conceito absurdo e inaceitável, ao menos neste recinto.
Também não podemos ver tudo à ótica de outrem. Não somos, não vivemos, e não sabemos o porque das lágrimas ou sorrisos destes olhos, e nem poderemos de fato saber.
É disso que trata a humildade, da individualidade. A questão da manipulação das massas com a utilização de um valor qualquer não anula nem desvaloriza o mesmo. Sabemos que estes valores são mascarados sim, que são distorcidos sim, mas uma massa de indivíduos é uma massa de indivíduos e nada mais. Cada um Assume valores, pensamentos e ações INDIVIDUAIS, não existe maior, nem melhor, nem pior, existem apenas indivíduos que nascem, vivem e morrem. É disso que trata a humildade.

Karhtasis disse...

Caro Thiago, são estes tipo de discursos, iguais ao o seu que, se eu não me engano, dão ao significado um peso ainda maior a esta palavra meio erudita e a qual não estamos muito familiarizados, mas apenas por uma questão semantica, e esta palavra é conhecida como 'misantropia'.
Que alias é 50% do titulo deste blog, creio então que qualquer tema abordado, perante isso tenha sua cota de permissividade, e se olharmos pela outra metade até mesmo qualquer absurdo pode ser falado.
Não é que seja isso aqui certo ou aquilo outro errado, a questão é que temos a necessidade se não o dever de ainda resgatar todas as velhas histórias e todos doutos temas, a tudo que nos couber, nós ainda somos o juri do julgamento de todos os axiomas, sim somos, mas somos somente se quisermos que todo conteudo de nossa memoria seja crítico e não meramente programatico.
Assim sendo Max procurou regastar o tema da Genealogia da moral proposto por Nietzsche, que alias parece que pelo menos seu sub-titulo ("Uma polemica") permece atual e perfeitamente adequado para alguns.
Outra questão é o "humilde" enquanto servo, deixe me dizer pelo seguinte exemplo: Alguem que não move uma montanha, mas anda ao redor dela, é um servo, pois subjulgou sua vontade a ela. Não existe um substrato perfeito para conduzirmos tamanha abstração generica que fazemos aqui, mas enfim... (tem gente que sofre de de diarreia mental, e ainda cospe pra cima)
E além disso não há, em absoluto, humildade no singular. Sem deixar, entretanto, a questão de quem é melhor ou pior no geral, o que se ve aqui são perspectivas diferentes, focadas no tema do livro e do paralelo que Max fez com o proprio pensamento dele.
Fato é que, dizer exatamente como diz um humilde, ou como vc mesmo diz Thiago: "Cada um Assume valores, pensamentos e ações INDIVIDUAIS, não existe maior, nem melhor, nem pior, existem apenas indivíduos que nascem, vivem e morrem. É disso que trata a humildade."
A humildade no sentido da formação do identidade do individuo perante ele mesmo, é se não recolhimento, entorpecimento, preguiça, abnegação... Necessario ?! Vai saber! O que digo é que todo humilde nestes moldes que você mesmo coloca, cria ficção atraz de ficção para esconder seu descontentamento e dar vazão a sua vontade, disso sabe bem os bons psicologos e as velhas fofoqueiras.

Maxwell Cavalcanti disse...

Agradeço pelas visitas e comentários que, sem nenhuma demagogia, me da orgulho de ver tão divergentes opiniões mas não menos respeitáveis e fundamentadas. Porém me parece que Thiago Budista entendeu mal, pois o que eu disse no texto foi embasado, discorrido e só então conceituado, logo não pode ser um preconceito pois este é uma opinião sem conceito e não apenas uma opinião desagradável.

Sonny disse...

Óai negão... ta em construção -->www.border-thoughts.blogspot.com

Cachorro Louco disse...

É o MAX !!!

peguem o desgraçado !!!

huhuhuhu...

to coloando fotos no blog agora tanga... saca lá depois! ta bunitinho ^^